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A importância de ser Honesto
A verdade é que homens serão sempre meninos. E as meninas, essas já nascem mulheres.
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 09h49
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Páginas da ditadura V
Aqui está mais um texto do polêmico diário. Devido à problemas técnicos o processo de identificação de data e origem geográfica destes documentos teve que ser reiniciado. Prometemos apresentar, em breve, as informações necessárias para a melhor interpretação dos textos. Boa leitura.
“Numa conversa de bar eu vendi a minha alma pro capeta. Era um lance certo, baixo risco, muita grana. Vim parar num lugar estranho, aparentemente normal. Mas é só aparência, pois, não só aqui como em todo lugar, nada é o que parece. Vivo num pequeno quarto de hotel. Um ótimo lugar! Na beira de uma estrada movimentada, exatamente ao lado de um pequeno canteiro de obras. Vou levando por aqui, perturbado pelo carros barulhentos que chegam na cidade. O revirar do cimento às vezes me lembra o som do mar, só que não o mar de uma bela praia caribenha, algo como o mar de rochas derretidas do inferno, sabe?
A rotina aqui é a falta de rotina. Eu nunca sei o que eu vou fazer no dia seguinte. Às vezes, ao meio-dia, eu ainda não sei o que tenho que fazer. Fico aqui, submisso, esse é o trato. Mesmo não tendo nada pra fazer, tenho que estar de pé bem cedinho. Alinhado no uniforme azul marinho e pronto pro combate. Um leão por dia! Tem dia que é dois ou três. Tem dia que eu sou o leão.
O meu companheiro de cela diz que é assim mesmo. Eu acredito. Nem penso em tentar fugir. Negociei bem a minha alma, preciso do dinheiro. Um sujeito daqui negociou a própria transferência pra outra penitenciária. Ele dizia que tinha uma oportunidade melhor por lá. Eu acredito, ele quebra pedras a muito mais tempo do que nós.
Ontem me chamaram a atenção. Não sei bem o que fiz de errado. Mas isso não importa, é mais uma rotina para manter as coisas sobre controle. E funciona, a minha auto estima nunca esteve tão baixa. Esse vai ser um intenso e tenebroso período, uma longa viagem ao coração das trevas.
Olha só, estão me chamando, mais uma pauta sem fundamento. Eles nos mantém sempre ocupados. “Cabeça vazia é a casa do capeta”, diz o manda-chuva. Que ironia, não?!
Tenho que ir, boa noite meu amor.”
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 09h46
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A importância de ser Honesto
Estou levando a sério a nova lei seca. Parei de dirigir!
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 15h04
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Páginas da Ditadura IV
Apesar da demora, aqui estão mais algumas páginas do misterioso diário. Conhecemos agora um lado mais intimista e sensível deste peculiar sujeito. Ainda não conseguimos determinar a época em que foram escritos os textos. Continuamos empenhados nesta busca.
Lá fora, uma chuva perversa castiga o pessoal que não conseguiu escapar do trabalho. Eu fiquei em casa, tirei o dia pra mim. Liguei pra redação avisando que não tinha condições de aparecer por lá hoje. É verdade que estou ruim de uma gripe daquelas, mas nos meus bons tempos eu trabalhava até de cadeira de rodas. Hoje não, o tesão pelo meu trabalho se esvaiu pelo ralo do tempo, junto com a minha paciência para pautas estúpidas.
O dia passou lá fora e aqui dentro passaram-se semanas. Estava lendo o “Coração das Trevas”, do Joseph Conrad, me embrenhando pelas matas do Congo, olhando de perto as profundezas da alma humana. Mas aí o livro termina, eu saio na rua pra comprar um pão e um litro de leite e, lá fora, nada mudou. Ninguém leu o “Coração das Trevas”, nem hoje, nem amanhã, nem nunca. Por mais que a minha consciência insista em me incitar a fazer novas coisa, sair dessa inércia, o mundo tá na mesma. Tudo é muito claro agora. Mas só pra mim. Olho pro lado na redação e me sinto cada vez mais só. Outro dia o chefe da redação foi um cavalo com um colega, gritei com o sujeito e quase rachei ele no meio. Pra que? Agora eu sou o louco da redação. Entende? Não adianta, é um beco sem saída. Antes eu vivia num pesadelo. Agora eu acordei pra ver que a realidade é uma bosta.
Eu queria escrever sobre outras coisas, sobre o que eu vejo agora, mas as colunas são só pros jornalistas de longa carreira. E eu não duro muito tempo nessa porra. O Conrad saiu de casa pra se tornar marinheiro aos 17 anos. Depois de muito tempo é que foi ser escritor. Eu devia ter feito a mesma coisa, ter virado um peão e viver a vida como uma pessoa simples pra depois escrever sobre ela. O que fiz foi sair escrevendo sobre o mundinho medíocre diante de meus olhos sem sequer me preocupar em ver algo mais. “Antes tarde do que nunca”, diria algum colega otimista. Se ao menos eu tivesse UM colega, não precisava nem ser otimista.
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 17h53
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Páginas da Ditadura III
Nossos esforços não foram suficientes para descobrir o nome do autor deste diário que estamos publicando. Garantimos, no entanto, que contamos com os mais bem qualificados profissionais de recuperação de documentos empenhados nessa missão. As datas dos textos também não foram descobertas, ainda!
“Nessas de nunca me aprofundar em coisa alguma, eu parei de me envolver com mulheres. Tive relacionamentos sérios há muitos anos, mas deixei de perder tempo com isso pra não arriscar a minha carreira. É claro que se eu soubesse que meu futuro seria tão medíocre eu não teria feito certas opções. O negócio é que a coisa funcionou bem. Eu não deixei de gostar do esporte, nada disso. Flerto com todas as mulheres que conheço e que me atraem, é claro. Mas eu só transo com putas. Não levo mulher nenhuma pra jantar, pra ir ao cinema, teatro, museu e, muito menos, pra dançar. Simples assim. Se me convidarem hoje pra cobrir a copa, as olimpíadas, ou, ainda, uma expedição ao Monte Everest ou à puta que pariu, eu posso ir com tranqüilidade. Nunca estou deixando nada para trás.
No entanto, com essa crise que ando passando, ficou mais difícil manter os mesmos hábitos. Começo a ver as mulheres como seres humanos e não como coisas que satisfazem minhas vontades. Eu sei que soa clichê, mas era como eu via o mundo. Agora eu me apego às pequenas coisas. Quero ouvir histórias, conhecer os medos, saber das preferências. Inclusive, ando insistindo pra passar a noite, dormir juntinho e tudo mais. Não são muitas garotas de programa que topam, várias pensam que eu sou algum tipo de maníaco. Ainda bem que algumas delas não só aprovam como adoram a experiência. A gente acaba conversando a noite toda, afinal, é história que não acaba mais. E o melhor é que aquilo que costumo chamar de “trepar” quase ganha uma conotação de “fazer amor”. Isso porque resolvi conversar com elas. Nada de mais.
Agora eu sempre acabo deixando alguma coisa para trás. Dói um pouquinho, é verdade, mas é muito melhor do que não sentir nada.”
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 19h03
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A importância de ser Honesto
Com a morte de ACM o Brasil perde um grande homem!
Lá se vai um notável filho da puta da nossa história!
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 13h47
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Páginas da Ditadura II
Mais uma página do misterioso diário. Ainda não conseguimos descobrir o nome do autor e as datas dos textos. Temos esperança de recuperar essas informações em breve.
“Já ouvi gente dizer que coincidências não existem. Pode até ser, mas eu não sei de outra palavra que descreva melhor o que se passou comigo na semana passada. Depois que comecei a achar tudo insuportável, cada dia de trabalho tem sido uma batalha a ser vencida. No entanto, quando cheguei na redação na terça-feira, eu recebi uma pauta que desagradaria profundamente o meu antigo “eu”. Mas o meu novo “eu” achou muito interessante. Pegamos o carro e fomos para o centro da cidade. Desembarcamos, eu e Aristides, o fotografo, enquanto Gerson, o motorista, foi procurar uma vaga pra estacionar. Estávamos a umas duas quadras do acontecimento ainda pulsante. Dali já se ouvia o som da coisa em plena atividade. Um forte arrepio pulsou dentro do meu corpo, como se fosse uma descarga elétrica há muito tempo acumulada. Nunca havia sentido algo assim. Fomos nos aproximando e a uns 100 metros já podíamos ver os primeiros sinais do conflito. Alguns jovens desciam a rua com o rosto sangrando. Aristides já foi esquentando o olhar metralhando-os com sua câmera. Eu continuei subindo. Normalmente pegaria alguns depoimentos já por ali pra adiantar o trabalho, mas dessa vez não era o que eu queria. Corri um pouco pra alcançar a avenida. Era ali que a coisa fervia. Os policias se chocavam com a linha de frente dos manifestantes. Em sua maioria estudantes, eles resistiam contra as violentas investidas da tropa de choque. Pequenos focos de conflito se formavam isoladamente. E foi num deles que vi a uma das cenas mais marcantes da minha vida. Havia um cassetete solto no chão que chamou a atenção de um manifestante. O peão correu para tentar pegar mas um policial foi mais rápido e conseguiu lhe acertar uma boa paulada na perna. O que o policial não esperava era que o rapaz reagisse. No mesmo momento o peão levanta o pé e chuta de sola o peito do homem. O guarda levantou vôo e aterrissou de costas no chão. O manifestante ainda teve tempo de lhe enfiar mais algumas porradas antes de correr dos reforços oficiais que se aproximavam. E cadê o Aristides nessa hora?
A história ficou só pra mim, não aceitaram a descrição da cena como notícia lá no jornal. Disseram pra eu escrever num livro de contos terroristas. Não achei graça nenhuma. Mas o que importa é que estão aí dois fatos - eu acordar pra vida e a manifestação dos estudantes - acontecendo na mesma época. Foram dois fatos que incidiram juntos pra formar um terceiro acontecimento: eu me encontrar um pouco mais nesse momento de crise. E isso não é uma co-incidência, porra?!”
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 10h06
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Páginas da Ditadura
Publicaremos, de agora em diante, páginas de um diário recém encontrado relatando os dias de alguém que viveu um período de ditadura no Brasil. O nome do autor e as datas dos textos são informações ainda não recuperadas.
“As coisas nunca foram tão áridas. O que sempre foi simples agora me parece uma batalha diária. Ir ao trabalho, conversar com os colegas, almoçar ali pelo centro, etc. Nada é como antes. Tudo transpira farsa. Mal consigo apertar a mão dos entrevistados. Parece que a realidade não me convence mais. É engraçado como de uma hora para a outra as coisas ganharam novo sentido. O que era natural passou a ser insuportavelmente opressor. A vida inteira eu tentei não me envolver em assuntos polêmicos justamente porque eu sei que isso não leva a nada. Passei por tudo de uma maneira muito tranqüila, quase que invisível, sem deixar marcas, sem levar grandes lembranças. Honestamente, não achava que fosse possível isso me acontecer. Mas foi inevitável. Imprevisível na verdade. Olhando para trás até vejo a coisa começando a ferver. Eu sentia todas as conseqüências, todos os sintomas, mas nunca me interessou tentar descobrir a origem da doença. Mas agora é claro. Tudo começou naquele dia em que peguei o carnê do aluguel com o seu Antônio. Subitamente percebi que a relação salário/aluguel estava bastante desfavorável para o meu lado. Não que isso fosse novidade, jornalista não ganha bem mesmo, mas a coisa tinha piorado muito. Dali em diante qualquer coisinha chata passou a me incomodar profundamente. Todas as pequenas sacanagens diárias começaram a me parecer violentas agressões. E eram mesmo! Minha vida tava ficando cada vez mais dura e eu não sabia explicar pra mim mesmo como as coisas tinham ficado assim. Como eu não percebi antes? Por que eu não fiz nada?”
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 16h24
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Pra quem quiser conferir o making of/trailer do curta "Rosa Maria Rosa".
http://www.youtube.com/watch?v=7XHsa4RL4yg
El Conejo Muy Loco
Escrito por el conejo muy loco às 12h40
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Se cada um fizesse a sua parte...
Se cada um fizesse a sua parte, se cada homem e mulher pensasse bem antes de votar, se o eleitor não esquecesse em quem votou na última eleição, se cada cidadão cobrasse dos políticos eleitos uma postura mais honesta, se cada político pensasse nos seus eleitores antes de tomar cada decisão, se cada criança pudesse ir à escola, se cada filho respeitasse os seus pais, se cada pai e mãe amasse e cuidasse com carinho de seus filhos, se cada motorista de carro, moto ou caminhão dirigisse com mais calma e atenção, se cada pedestre esperasse a sua vez, se cada indivíduo não jogasse lixo no chão e separasse o lixo de casa, se cada família se preocupasse em economizar a água e a energia elétrica, se cada profissional levasse a sua profissão a sério e se dedicasse ao máximo, se cada ser humano desenvolvesse sua espiritualidade e estivesse em constante contato com ela respeitando sempre uma força superiora, seja lá qual for, se cada um tivesse a sua identidade e individualidade respeitadas a ponto de se sentir único no meio de tantos e assim se sentisse livre para fazer o que quiser da sua vida, se cada um cumprisse com suas obrigações com o trabalho, com a família e com a religião, se cada um se preocupasse com o que é seu sabendo sempre o limite entre o seu e o do outro, se todas as pessoas se tratassem como iguais, sem distinção de credo, raça ou orientação sexual, se as pessoas tentassem ser mais felizes de fato e tratassem o próximo com educação e respeito, enfim, se cada um realmente fizesse a sua parte, o mundo... o mundo continuaria a mesma bosta.
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 16h06
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Pra quem gosta dos texto do conejo muy loco, uma boa notícia: pretende-se, a partir de agora, postar um novo texto a cada semana. Por isso, volte sempre, mesmo! Pra quem não gosta, só tenho a dizer que a vida é injusta mesmo.
Saudaciones de la tóca!
El Conejo Muy Loco
Escrito por el conejo muy loco às 21h07
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Ô Zé,
deixa de ser mané!
se põe de pé!
Pára de dar a ré, Zé!
Mostra o que tu é!
chega de esperar até,
de confiar na fé,
Deixa de ser mané seu Zé!
Qual é?
tu gosta de ser ralé?
de andar a pé?
Gosta? Gosta Zé?!
Sai dessa José!
Enfia o pé!
Arregaça até!
Que a tua hora já é!
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 21h46
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Outro dia...
Outro dia, andando pela rua, vi uma coisa absurda! Algo abominavelmente estranho! Bizarro! Uma imagem que não me deixou dormir por dias. E olha que não sou uma pessoa de se impressionar facilmente. Já vi muita coisa feia nessa vida e nada foi tão chocante quanto isso. Sou de Curitiba, uma cidade onde é normal ver coisas estranhas. Sabe como é, a chuva, o frio e a umidade mexem com o sujeito. É inevitável: as pessoas chegam aqui e começam a embolorar. Mentira nada! Eu mesmo vi isso acontecer mais de uma vez! É triste de ver amigo, lhe adianto isso. O problema é que falta luz do sol pra tirar todo o limo que junta em torno da pessoa durante os dias chuvosos. Tem gente que, pra se conformar com a situação, finge viver numa versão latina de Londres. Mas isso é bem mais triste de ver do que olhar pros caras enverdecendo por conta do limo. Ah, a imagem né?! Faltou descrever a imagem!
Estava lá eu descendo a Avenida Dr. Pedrosa quando vi, ali do meu lado esquerdo, dentro de uma pequena casa de sucos de azulejos brancos e amarelos, um rapaz de quase 20 anos e pele muito clara, escuta essa: sorrindo! Repito: sorrindo! O filho da puta olhava pra rua molhada, naquele dia frio, úmido e cinzento, e sorria! Não havia uma bela garota, não havia qualquer coisa engraçada e nem uma desgraça corriqueira. Nada! O garoto gordo, não, gordo não tá certo, reforçado é a palavra! O garoto reforçado e sardento sorria feliz de algo, ou para algo, que não estava li e nem em lugar nenhum, posso afirmar. Ele simplesmente sorria.
de Fernando Coelho
Escrito por el conejo muy loco às 00h42
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¡VOLVER!
¡El Conejo Muy Loco vuelve finalmente mucho más loco para provocar la consciencia de las personas conformadas que caminan imparcialmente por el mondo!
Muchas gracias a todos los compañeros que nunca desisten de luchar por un mundo diferente.
¡Y que 2007 sea mejor que 2006 y peor que 2008!
Sean bien venidos en su retorno o primera visita en la toca del Conejo Muy Loco.
Escrito por el conejo muy loco às 00h34
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Yo estoy en crise. Perdón!
Hasta luego compañeros!
Escrito por el conejo muy loco às 10h47
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